Category — Jornalismo
Algumas pessoas com algo a dizer
“Música é profissão?”, por Pena Schmidt
“Se eu estivesse começando a carreira hoje, prestaria atenção em algumas coisas que podem fazer a diferença entre profissão ou passatempo. Como todo conselho dos mais velhos, pode ser interpretado apenas como – preste atenção!” Leia mais aqui
“Download legal está com dias contados”, diz John, do Pato Fu
“A venda de músicas em lojas de download legal está com os dias contados, as pessoas não pagam por aquilo que é ofertado de graça logo ali ao lado. Só consigo enxergar um futuro bom para os dois lados no streaming de música. Liberado, sem custo para o ouvinte, mas remunerado para os artistas pelos anunciantes dos sites. Exatamente como funciona uma rádio.” Leia mais aqui
“O rock brasileiro precisa morrer”, por Vladimir Cunha
“É assim que se apresenta o rock brasileiro nos anos 00: como um veículo de satisfação imediata, que por ser baseado em regras de mercado, e não em imaginação e força criativa, não possibilita o estabelecimento de um novo paradigma ou de uma nova percepção. NXZero, Fresno, CPM 22, Leela, Capital Inicial, Cachorro Grande…” Leia mais aqui
outubro 13, 2009 No Comments
Dois textos definitivos sobre Carnaval

Introdução atualizada em 2016 / Fotos: Liliane Callegari
Como todo jovem metido a roqueiro (radical) de cidade de interior, eu demorei a entender o Carnaval. Utilizava o feriadão pra ir com os amigos para Ubatuba, quatro ou cinco dias virando a madrugada de festa em festa, indo dormir as 8 da manhã e acordando quando o sol já tinha ido embora. Praia? Que nada. Devo ter saído uma ou duas vezes (nos anos 80!) no Bloco Vai Quem Quer, famoso em Taubaté, o tradicional bloco caipira de homens vestidos com roupa de mulher, e só fui me conectar com o Carnaval quando os blocos começaram a tomar as ruas de São Paulo, no começo destes anos 10. Virei fã (a ponto de listas blocos favoritos!).
Os textos abaixo são, para mim, definitivos. O primeiro, do André Forastieri, foi publicado no saudoso caderno Folhateen, da Folha, em 1995. O Forasta havia deixado a editoria da revista Bizz uns anos atrás pra tentar emplacar sua própria revista, a General (“prazos, fotolitos”), e escreveu esse texto inspirado, que eu tinha recortado do jornal numa pastinha de textos favoritos, e republiquei na sessão Matérias Antológicas da primeira versão do Scream & Yell, no começo dos anos 00. Já as aventuras do jornalista da BBC Matthew Exell eu conheci quando estava de subeditor de diversão e cultura no Portal Terra, em 2004, e fiquei fã. Quer saber o que Carnaval? Estes textos explicam.

– “Curta o Carnaval que esse pode ser o seu último verão”
André Forastieri (@forastieri)
Acredite se quiser: eu já adorei carnaval. Adorava mesmo. De detonar sexta à noite, dormir duas horas, acordar, encher a cara de novo e sair vestido de mulher – coisa de caipira. Eu ia atrás do trio elétrico mesmo. Claro que a primeira vez que vi um trio elétrico de verdade, no interior da Bahia, cai para trás. Perto do pique da moçada de lá, meu pique de festeiro era de um amadorismo acachapante. Os baianos pulavam a tarde inteira atrás dos trios, jantavam um caldo de mocotó e depois pulavam nos clubes até o sol nascer.
Foi um mês no sertão da Bahia, levando vida de rei. De noite pulava Carnaval. Dia seguinte acordava, piscininha, cervejinha, videogame e tudo lindo. Descobri um monte de coisa naquele verão – inclusive a relação entre Joy Division e frevo elétrico (foi quando eu fiz uma versão de Love Will Tear Us Apart que tinha um refrão assim: “O amor, o amor é para gente se amar, meu bem”) .
Depois aconteceu o que costuma acontecer. A grana mixou, o amor chegou, comecei a trabalhar, uma coisa levou a outra e aqui estou – passando o Carnaval em São Paulo. Trabalhando para caramba. Preocupado com prazos de fechamentos e fotolitos. E no processo, meu espírito carnavalesco foi sei lá para onde. Para o mesmo lugar que foram o fricote, o Rock In Rio 1, o sexo pré-Aids e meu cabelo comprido: para outra dimensão. Para debaixo da cama.
O que não quer dizer que você deva fazer o que eu estou fazendo nessas noites de Carnaval: ficar atirado no sofá, vendo as celulites balançarem e os entrevistadores babarem nos decotes das travecas. Quer dizer exatamente o contrário. Quer dizer que, se eu fosse você, estava me acabando.
Não que a gente só deva se alucinar no Carnaval. É que a gente mora em um dos raros lugares no planeta que admira tanto a avacalhação – que inventou um feriado para homenagear o esculacho. Detonar no Carnaval tem um sabor de brasilidade, de elogio ao Brasil, que é bem simpático.
Se você é daqueles que costuma dizer “odeio Carnaval”, bom, pode continuar odiando. Decidir que definitivamente Carnaval é uma coisa cretina e deprimente e que a única medida sensata a se tomar nestes dias de fevereiro é se esconder do mundo é uma atitude perfeitamente defensável e elitismo é bom e eu gosto. Mas se passou de leve pela sua cabeça a possibilidade de sair de casa hoje à noite, só tenho um conselho: vai firme.
Escrevendo isso tudo, me ocorreu uma coisa engraçada. Sabe, acho que aquele verão na Bahia foi o último verão da minha vida. O último verão propriamente dito, verão, verão mesmo. O último verão em que fui adolescente.

– Blog do Gringo no Samba
por Matthew Exell, da BBC
“Minha primeira experiência em um bloco foi no Carmelitas, em Santa Teresa, na sexta-feira antes do carnaval. Eu me sentia como um virgem: animado, mas um pouco nervoso. “E se eu me perder na multidão?”, pensava. Um gringo solteiro no Rio de Janeiro? Os perigos parecem óbvios. Não que essa seja minha condição, mas é melhor ficar previnido. Felizmente meus novos amigos brasileiros se ofereceram para prender uma etiqueta em meu pescoco – “por favor, devolvam este gringo idiota para…”.
Antes do bloco, no entanto, tem uma coisa que eles chamam “concentração”. Nao sei se tenho paciência para isso. Eu sei que carnaval é coisa séria para as pessoas daqui, mas de onde eu venho não é preciso se concentrar muito para aproveitar uma festa! Talvez eu pule essa parte, dê uma deitada, tome um banho um pouco mais longo. Estou aqui para a festa, nao para alguma reunião chata antes de a festa começar…
Pouco sabia eu. Como poderia? Mas eu aprendo rápido…
A casa da concentração fica no alto de uma ladeira. Para chegar é fácil e eu, desavisadamente, não prestei muita atenção nos traiçoeiros degraus. A vista é da Baía da Guanabara, dá para ver os aviões pousando no aeroporto Santos Dummont. E, segundo me disseram, para chegar ao bloco, basta descer a ladeira. É fácil.
Depois da terceira caipirinha, começo a rir sozinho. Afinal de contas, a concentração é divertida, penso eu. Já na sexta caipirinha começo a achar que a concentração é a melhor idéia que já encontrei no Brasil. Todo mundo balança a cabeça, aquiescendo. Eles já sabiam disso. Mas isso não impede que eu tente convencê-los da minha mais nova conclusão.” – Leia todas as colunas aqui

fevereiro 19, 2009 No Comments
Palestra na Sercom 2008
outubro 17, 2008 No Comments
Quer ser jornalista na área de música?
Em 1995, quando o André Forastieri escreveu esse primeiro texto para sua coluna Ondas Curtas, no Folhateen, o mundo era outro. Não havia internet e essa liberdade de se escrever sobre música que povoa zilhões de blogs (alguns, dispensáveis, mas muitos sensacionais) ainda era um sonho para todo garoto que sonhava escrever sobre discos, artistas e aquela música que não saia de sua cabeça. O cenário é outro, mas muita gente ainda têm o sonho de trabalhar escrevendo sobre música. Assim, se alguém perguntasse pra mim, hoje, eu diria: desiste.
Desiste do jornalismo musical como profissão. Faça como eu, que o usa como hobby. Escreva por prazer, e não para pagar as contas. Quando a gente trabalha (ou melhor, consegue trabalhar, pois a área é concorrida – e costuma não pagar bem) com jornalismo musical é preciso ver shows que a gente não quer e escrever sobre discos que a gente não quer ouvir. Melhor escrever em um blog ou montar o seu próprio site do que ficar indo ver show do Fresno. Porém, nada mais gratificante do que ter um texto em um grande veículo, com milhares de pessoas lendo sobre aquilo que você está pensando sobre música.
Na verdade, e sempre, você tem que procurar fazer aquilo que gosta, seja em um blog desconhecido, seja na Rolling Stone, na Folha de São Paulo ou na TV Globo. A sua felicidade – profissional ou não – só depende de você. Estes dois textos abaixo (o do Àlvaro, publicado também no Folhatten, mas na “Escuta Aqui”, coluna que substiutiu a do Forastieri) expõe uma série de conselhos bacanas que não devem ser levados ao pé da letra (discordar é, sempre, saudável), mas servem para nortear as idéias de muito jovem que está começando agora. Os do Forastieri serviram para ajudar a definir a minha persona profissional. E eu queria dividir isso com você.
Ps. Você não vai desistir, né?
Ps 2. O texto do Forasta, retirado dos arquivos da Folha, está na integra, sem os costumeiros cortes feitos para encaixa-lo no espaço do jornal (que muda muito entre a pauta do editor e o fechamento). Eu tinha a “original” em um recorte da época, junto com dezenas de outros recortes que se perderam em alguma das minhas mudanças…
Jornalismo musical pode viver só com duas regrinhas básicas
ANDRÉ FORASTIERI
Especial para Folha
29/05/1995
Sei que um monte de gente que lê esta coluna trabalha na área musical. Não só músicos, mas também gente de gravadora, de rádio, de casa noturna, de TV e tal. E sei que tem um monte de gente que lê esta coluna e gostaria de trabalhar na área musical. Sei mais ou menos o que fazer para conseguir se descolar em rádio, gravadora etc. Agora, o que sei direitinho é como trabalhar na minha área, jornalismo, e, especificamente, jornalismo musical (que na verdade só ocupa uns 15% do meu tempo atualmente). Se você quer entrar no mundo glamuroso do jornalismo musical, preste atenção. Tenho só duas regrinhas simples.
Regra número um: tem que saber escrever. Não adianta gostar de um monte de música ou tocar direitinho o solo de Steve Howe em “Gates of Delirium”, se você não sabe escrever.
Saber escrever depende de você conhecer português e a técnica básica de jornalismo (que é baba). Ter um mínimo de cultura geral, que vá um pouco além da discografia dos Smiths, também não atrapalha em nada. Repare, saber escrever não é ter um grande estilo, pessoal e intransferível. O estilo é uma coisa que nasce das imitações baratas que a gente faz dos textos que a gente admira. Eventualmente, isso vai se misturando com o que a gente é, e sendo filtrado pelos lugares onde você trabalha.
Eu, por exemplo, escrevo direto e rápido, porque aprendi o ofício em jornal. Depois trabalhei em revista e soltei a franga no coloquial e na conversa mole. Ninguém me tira da cabeça que um bom texto sobre rock tem que ser parecido com o papo que você tem com os amigos no bar, depois de um show. Tem gente que teve formações diferentes. Daí, escreve diferente. Saber escrever também não tem a ver com ter uma opinião. Opinião todo mundo tem e não vale picas. Você precisa ter uma opinião e saber expô-la de maneira que outras pessoas queiram pagar para conhecê-la.
Regra número dois: você não pode ter medo. Nem de meter a cara, nem medo de trabalhar. A maioria das pessoas que eu conheço, que vivem de escrever sobre essas coisas pop começou metendo a cara. Não tem editor que dispense um bom texto. Mas antes é preciso você fazer o editor ler o seu texto, e editores são pessoas ocupadas. Mete o pé na porta. O máximo que pode acontecer é você levar um não.
Medo de trabalho também é desemprego na certa. Jornalista trabalha pra caramba. Não tem fim-de-semana, hora para sair ou para entrar. Tem um mundo de coisa de fazer o tempo inteiro. E como epílogo, lembro que ter um pouco de caráter também nunca atrapalhou ninguém.
Como você vê, não é tão complicado assim trabalhar na imprensa musical. O que você ganha com isso? Não muito. Você entra em show sem pagar e ganha montes de CDs. Viaja a trabalho para entrevistar uns e outros. É convidado para festas e lançamentos de discos. E, claro, conhece um monte de artistas. Às vezes, até fica amigo de um monte de artistas. Se isso acontecer, está na hora de pedir demissão e mudar de carreira. Ninguém tem coragem de falar mal dos amigos. Ou, invertendo, não tem carreira que valha a perda de um amigo de verdade.
A grana também pega. Tirando meia dúzia de grandes veículos, o salário na imprensa é uma bobagem. Se o teu negócio é ganhar dinheiro a sério, vale mais a pena fazer dez outras coisas, do que ser jornalista. E lembre-se que escrever sobre rock não é exatamente uma carreira. Tem poucas coisas mais rídiculas do que um velhote pai de família que vive de escrever sobre a nova bandinha que despontou nos confins do Missouri. Por isso, os jornais e revistas costuma ter o bom senso de substituir críticos coroas por garotos cheios de gás. Como, talvez, você.
ANDRÉ FORASTIERI, 29, é editor da revista “General”
Sete dicas para quem quer ser crítico de música
ÁLVARO PEREIRA JÚNIOR
Colunista da Folha
28 de julho de 2003
Na falta de coisa melhor para fazer na vida, existe gente que almeja ser crítico de música! E muitos leitores com essa aspiração escrevem para “Escuta Aqui” pedindo dicas. Sempre relutei em fazer esse tipo de “manual do crítico” porque, primeiro, nunca fui nem sou crítico de música em tempo integral e, segundo, desconfio de fórmulas prontas. Mas os pedidos são muitos, então hoje vão alguns toques.
1) Ouça música desesperadamente. Você não precisa ser músico, saber diferenciar um ré de um mi. Mas precisa ter conhecimentos históricos, entender de onde vem o tipo de música sobre o qual você escreve e como as coisas evoluíram até hoje. Só conhecer a discografia completa do Weezer não basta.
2) Leia livros e revistas desesperadamente. Você quer criar um estilo, certo? Então precisa ler montanhas de revistas e livros, de todos os gêneros, para chegar a um jeito próprio de escrever. Não adianta só ler “Escuta Aqui” e a coluna do Lúcio Ribeiro na Folha Online. Assim, acaba virando clone. Mais um.
3) Aprenda inglês. Cerca de 99,99% do que conta no chamado “mundo das artes” acontece em inglês. Se você não sabe a língua direito, arrume outra coisa para fazer. Ser crítico de música não dá.
4) Aceite sua insignificância. Ninguém saudável compra ou deixa de comprar um CD por causa de uma crítica. Em geral, críticas de música são lidas por nerds, músicos e outros críticos de música. O leitor normal -aquele que tem uma vida, família, amigos etc.- está pouco se lixando para o que o crítico pensa.
5) Não fique amigo de músicos. Bandas -principalmente as mais novas- sofrem muito. Dão shows sem ganhar nada, não conseguem divulgação etc. etc. Gravar um disco é mais difícil ainda. Só que é melhor não se envolver com isso, senão você vai ficar com pena dos músicos e fazer sua crítica com base nesse contexto e não na simples audição do CD. Os caras da banda podem ser gente boa, batalhadores e honestos, a baixista pode ser uma gostosa, mas, se fizeram um disco ruim, é isso o que você tem de dizer.
6) Pratique a crítica destrutiva. Enfie uma coisa na cabeça: você e os músicos ou você e as gravadoras não estão no mesmo barco. E você não tem papel algum na construção de nenhum tipo de cena. No Brasil, a prática do compadrio e da “brodagem” é corrente entre jornalistas, músicos e gravadoras. Todo mundo é amiguinho e se ajuda mutuamente. Gente talentosa perde tempo escrevendo só sobre o que gosta ou finge que gosta. Fuja dessa.
7) Prepare-se para a realidade de uma redação. Pense naquele cara -ou moça- inteligente, moderno, que passa o dia escutando música e, de vez em quando, escreve sobre um CD que lhe chamou a atenção. Agora esqueça isso. As críticas assinadas são uma parte muito pequena do que o jornalista faz na redação, o que inclui diagramar páginas, escrever títulos, bolar legendas de fotos, escrever matérias não-assinadas, preparar notinhas, reescrever textos dos outros, ser esculachado pelo chefe etc. Tem mais coisa, mas o espaço acabou.
ÁLVARO PEREIRA JÚNIOR, 40, é editor-chefe do “Fantástico” em São Paulo
agosto 15, 2008 No Comments
Voltando a programação normal

No segundo semestre do ano passado eu concedi algumas palavras (antes de uma palestra bem bacana) para os jornalistas Itaici Brunetti, Luiza Paiva, Jairo Falvo e Roger Mendes, em Araraquara (SP) versando, quase sempre, sobre a cena independente de música no Brasil. O papo entrou no documentário “Três ou Quatro Riffs”, que além de mim ainda conta com depoimentos de Kid Vinil, Fábio Massari, Lúcio Ribeiro, Supla, bandas como Matanza, Forgotten Boys, Vanguart, Hurtmold e Dance of Days, e outros. Você pode assistir via youtube ou baixar o documentário na integra no site oficial. Assista abaixo:
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Assim que cheguei de viagem, o José Franco Jr. do blog Eu e o Pop me encaminhou umas perguntas para uma seção chamada Talk Show com questões do tipo “Por que o rock?”, “Qual o atual papel da grande mídia”, “Quais as cinco bandas ou artistas que eu traria para tocar no Brasil?” e “Um CD e um filme hoje”. Você pode conferir as minhas respostas clicando aqui, muito embora eu ache que – antes – você deva conferir mesmo as respostas do grande Arthur Dapieve aqui.
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Vou cutucar a onça com vara curta: você está surpreso com o fim do Violins? Alguma coisa saiu de órbita no mundo quando a banda anunciou o fim? Apesar de terem lançado dois álbuns sensacionais, eles têm alguma importância/relevância para a música mundial? Fãs, me desculpem, mas o mundo não pára de girar só porque uma banda bacana desistiu de fazer música. O mundo não pára de girar nem mesmo quando a gente segura na alça de uma caixão e leva um grande amigo para ser enterrado sete palmos do chão (coisa que eu já fiz três vezes na minha vida, antes dos 30).
Então vamos parar com esse lenga lenga porque a vida segue em frente e, sexta, em São Paulo, tem show do graaaande Josh Rouse (que eu saiba, ainda tem ingressos), teremos Vaselines e Breeders nos próximos meses e, domingo, o Lestics, banda querida deste espaço, toca no projeto Folk This Town, no Lado B, ali perto da minha ex-casa, na rua General Jardim, 35, a partir das 19h. Estarei de plantão no fim de semana (você acha que a gente tira 40 dias de férias e não “paga” nada por isso? – risos), mas farei o possível para aparecer no Lado B para beber uma Bohemia com os amigos. Apareça, mas sem lágrimas. A vida é uma festa.
agosto 12, 2008 No Comments
Lestics, Miranda, De Leve e… Weezer

Enquanto eu procuro desesperadamente um hotel em Benicassim e arrumo a mala (e a gravata) para ir a Brasília neste fim de semana, algumas coisas que estão amontoando meu e-mail e que preciso dividir já faz um tempo:
– O Lestics, banda querida deste espaço, apresentou música nova no programa No Estúdio, do My Space. Assista aqui
– Ramon Moreno, que eu e muitos conhecem como De Leve, publicou um texto bacana no Overmundo: O lobby das gravadoras e Propriedade Cruzada (leia aqui)
– O Tiago Agostini, colaborador do Scream & Yell e futuro iG (já aviso, segunda-feira eu vou chegar atrasado; cuida da lojinha!) está disponibilizando o seu TCC na web. O Tiago fez um perfil do Miranda, e ficou bem bacana. O link para baixar está aqui.
– Já sairam os discos novos do Portishead, Cat Power e Nick Cave… na Argentina.
– O álbum vermelho do Weezer agora bateu forte por aqui. Ouvi as músicas de forma esparsa durante a semana, e hoje que vazou o álbum inteiro fui reouvir e “Troublemaker”, “Pork and Beans” e “Heart Songs” colaram igual chiclete. Vai ser difícil me livrar delas nos próximos dias…
maio 30, 2008 No Comments
Palestra em Araraquara

No próximo dia 05 de setembro estarei em Araraquara palestrando na VII Semana de Jornalismo da Faculdade UNIARA. O tema é jornalismo na web, e acho que vai ser possível contar algumas experiências e histórias legais destes oito anos de atuação na área. Como costumo dizer, já não lembro mais o que é papel e caneta…
(cartaz em alta)
agosto 29, 2007 No Comments


