Um blind date com… oito cervejas
Dia desses cheguei em casa e dei de cara com uma enorme caixa na portaria. Ao abrir, no apartamento, qual não foi a surpresa ao me deparar com sete garrafas e uma lata cuidadosamente ajeitadas, com muito carinho, como deve ser, com as cervejas de verdade. Nenhuma carta, só o aviso do “blind date” proposto pela Heineken: que tal um encontro às escuras… mas com cervejas.
O projeto United Beers of The World trata do que está sendo chamado de “confraria do prazer”. São oito cervejas de vários cantos do mundo, ganhadoras de prêmios, que formam um time exclusivo (e que estão rendendo uma promoção incrível no site do projeto, sorteando frigobares retro personalizados – veja aqui), variado, mas de bastante personalidade. Algumas das United Beers of The World já são velhas conhecidas deste espaço.
Do fim (da foto) para o começo, a Edelweiss Weissbier é a cerveja de trigo número 1 da Áustria. Seu nome foi inspirado na flor Edelweiss, que cresce no alto dos Alpes, cuja coleta é proibida por lei. Assim, dizem os austríacos, ao invés de dar uma flor, você pode presentear sua amada com uma taça de Edelweiss (boa, vai). Já tinha escrito sobre ela aqui, e, na compania da Lili, bebido uma em Budapeste. Foi a primeira que abri.
Na seqüência, a irlandesa Murphy, em duas versões: a Murphy’s Irish Red e a Murphy’s Irish Stout. A fábrica delas fica em Cork, na Irlanda, uma cidade apaixonante (falo sobre ela aqui). A Irish Red representa o time das Red Ale, cervejas de cor avermelhada, devido ao malte tostado, que marca não só a cor como o aroma e também o paladar. Já a Irish Stout é, como os próprios irlandeses dizem, uma cerveja tão escura quanto um capuccino forte. Extremamente saborosa.
Saindo do território das encorpadas e partindo para as suaves: a holandesa Amstel, que leva o nome do rio que corta Amsterdã (cuja água era usada na refrigeração das caves para o armazenamento da cerveja), surge com esta versão Pulse, indicada para o público das baladas (a versão tradicional é mais saborosa; essa é mais leve, e refrescante); já a Itália é representada pela Birra Moretti, que bebi em Roma (caiu bem debaixo de um calor imenso), o México pelas conhecidas Sol e Dos Equis (que estão ganhando terreno no Brasil.
A ex-Ilha de Vera Cruz está representada no United Beers of The World pela Xingu, uma das cervejas nacionais que mais aprecio. E ela até está no cardápio do Pub Delirium Tremens, de Bruxelas, o local que tem mais cervejas do mundo todo pronta para ser colocada no copo. Ela fecha o time caprichado do United Beers of The World, as oito agora encontradas com muito mais facilidade no Brasil. Agora é só preparar o “blind date” pessoal de cervejas. Aqui só sobrou a caixa…
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2 comentários
Tomei essa Murphy stout hoje, não curti muito. A Baden Baden é melhor.
Muito bom o Post!
Fiquei muito curioso com relação a Murphy’s!
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