Cenas da vida em São Paulo: A luta de classes
Um café na av. Paulista, sábado á noite
- Ele não entende. Nós somos de classes diferentes. Pô, eu como no Habibs. E ele me leva no Almanara. E ainda quer que eu divida a conta… eu sou professora…
- Pô, mas o Habibs não dá. Perto da minha casa tem um lugar que faz umas esfihas ótimas. E é barato.
- Eu sou classe média. Ele é rico. Semana passada ele teve a idéia da gente ir viajar. Fui toda solicita, entrei na internet e achei umas pousadas fofas e baratas. Ele olhou as coisas que escolhi e disse: ‘Que porcaria’. Ai foi e escolheu um hotel de R$ 600 a diária!!!
- E vocês vão ter que rachar?
- Sim!!! Não sei o que eu faço…
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Alguém tem uma sugestão do que ela deva fazer?






















9 comentários
isso poderia ser um dialogo de algum personagem coadjuvante dos filmes do Woody Allen.
hummm… dizer “não”?
pra mim é fácil. é dizer, meu camarada, tou sem grana. falar de dinheiro no começo de qualquer relação é chato, mas é a vida. não faz sentido se endividar pra sair com o bonitão, atrasar a conta da luz e parecer que está tudo bem. é meio que esconder uma coisa importante de você, assim, no começo. grana não é tudo, mas é muito - infelizmente.
Poderia sim, James.
Acho que o lance todo não se resume a um “não”, Julie. Se ela tá com o cara nessas condições, reclamando e marcando viagem, ela deve estar a fim dele. Então não sei se um “não” simples vai ajudar muito no futuro desse relacionamento, mas como disse bem a Rafaela, o negócio é chegar e colocar as cartas na mesa. Uma hora ela vai ter que conversar isso com ele. No fundo, no fundo, o cara é um babaca por impor isso à ela sem perceber a situação dela.
E além do mais, não tenho nada contra o Habibs (risos). E só fui no Almanara uma vez… e não foi legal. Estou do lado dos professores! \o/
Ok, amar hemburresce. Mas iniciar um relacionamento sem deixar esse tipo de situação às claras é começar com os dois pés esquerdos. O diálogo dá a impressão, além disso, de um certo esnobismo. Se o cara gosta mesmo da guria, tem de compreender a situação e, se insistir em frequentar lugares fora dos padrões econômicos dela, em se prontificar a pagar contas pelo prazer da companhia.
É isso aí, o cara parece ser um babaca esnobe. Se só quer frequentar locais mais elitizados, que pague pra mina, ué…
O cara talvez nem seja esnobe. Vai ver só sofre de profunda falta de simancol mesmo. Falar de dinheiro é sempre difícil. Mas, fazer o que, faz parte. O jeito é respirar fundo e abrir o jogo.
Agora, eu sou antiquada e machista. Acho que o moçoilo devia pagar a conta. E abrir as portas. E ir na frente pra abrir caminho. E ajudá-la com o casaco. Algumas coisas não deviam mudar nunca.
“Acho que o moçoilo devia pagar a conta. E abrir as portas. E ir na frente pra abrir caminho. E ajudá-la com o casaco. Algumas coisas não deviam mudar nunca.”
pensei que eu fosse o único que pensasse assim.
tá… nada contra dividir as contas de vez em quando, mas cavalheirismo, ou a simples gentileza, não deveria sair de moda.
Ah, mas tem que falar toda a verdade, pô! Tanto o que pensa como o que sente.
Não gosto de começar as coisas assim…Eu falo td na cara. Pq preciso. Pq senão não durmo. Ah, e tem outra…tb sou professora, conheço muito bem essa realidade.
=)
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