Little Joy, Killers, FNM e Beirut no Brasil
O Little Joy começa nesta quinta sua segunda (ou terceira?) turnê brasileira com shows em Porto Alegre (13/08, no Opinião), Rio de Janeiro (14/08 na Fundição Progresso) e São Paulo (15/08, Via Funchal). Já vi uma vez alguns meses atrás, na Clash (leia aqui) e não tenho a mínima vontade de ver de novo. Nem por gosto nem por jornalismo. Me cansei dessa postura Los Hermanos. Passo.
Já o Killers… fiquei tentado a fazer uma campanha de boicote ao show. O último disco é ruim (falei aqui) e o preço dos ingressos é abusivo. Nine Inch Nails, Animal Collective e Tv on The Radio no Rock in Roma estava custando 40 euros (R$ 120) e os italianos estavam achando caro. O que eles diriam de ver o Killers com preços de R$ 200 até R$ 350? Ainda mais o Killers… se fosse o U2 por esse preço, quem sabe. (hehe)
O grande problema é que pensamos que essa é a única oportunidade que vamos ter de ver “a banda que amamos” (entre aspas) e pagamos muitas vezes aquilo que equivaleria ao ingresso de dois, três, quatro shows na gringa. E pagamos isso para sermos, na maioria das vezes, maltratados em relação a alimentação no local do show, respeito aos horários (lembra do Killers no Tim? Aqui), segurança e muito mais. Cansei. Passo.
O Faith No More confirmou ontem um show em São Paulo, no Maquinaria Festival. Vi Mike Patton e cia em um Monsters of Rock nos anos 90, e ele terminou a apresentação se masturbando no palco. Gosto demais do “The Real Thing” e do “Angel Dust”, mas acho que envelheci para o som deles, muito embora tenha visto Slayer no ano passado, e ficado chapado. Vou querer ver de novo, mas ainda não sei. (risos)
O Beirut lançou dois discos maravilhosos (escrevi sobre o “Flying Club Cup” aqui) e em 2009 dois EPs (”March Of The Zapotec/Holland”) bem decepcionantes. Não acho que vá influir no show que a banda de Zach Condon vá fazer aqui, que tem tudo para ser um daqueles momentos líricos para se lembrar, lembrar e lembrar. Vou tentar ir, embora fosse legal mesmo ver em Salvador, local cujo ingresso custa R$ 30, mas ok.
Eu queria muito ver a Aimee Mann… e vou tentar ver o Rei Roberto.






















16 comentários
Sério, Mac? Vai ter Aimee Mann no Brasil? tem as datas?
Nada Jairo. Ela toca amanhã em Buenos Aires e na sexta em Santiago, e ninguém para trazer ela para um show aqui.
Mac, acho que você ficou mal-acostumado na viagem.
Risos - Pode ser, Zavie, pode ser. Mas também tem uma parcela de mim que acha que estou velho e de saco cheio do nhenhenhé de algumas bandas. A idade, um dia, iria bater.
Mas de qualquer forma, o banzo está bastante forte.
O que seria essa tal “postura Los Hermanos”?
Viu? E pra piorar os shows são só em 3 cidades do Brasil, geralmente. O que inviabiliza ECONOMICAMENTE pessoas como eu, que além de pagar estadia e passagens, precisam pagar os absurdos dos ingressos, que não valem muitas vezes nem pelo lugar! O beirut tá caro mas são cadeiras, pelo menos.
Mas Marcelo, parece que o Adam Green - do The Moldy Peaches - vai abrir o show do Little Joy. Mesmo assim?
Victor, essa coisa meio derrotista, sabe. Acho justo na situação que os Hermanos tinham quando surgiram. Hoje, que eles são outras pessoas, essa roupa não cabe mais. Tenho urticária só de imaginar Camelo e Amarante na mesa do bar. Ok, vocês conseguiram o que queriam, então rola serem felizes e legais? Acho dificil, sabe.
Cristal, tudo isso (risos)
Fausto, eu tenho o CD do Moldy Peaches, e gosto mezzo. Não sei se ele tem algo solo, e posso estar perdendo muito em não saber e não ir, mas já passei uma hora ouvindo Little Joy ao vivo e acho melhor ficar em casa usando essa uma hora vendo Truffaut ou Bergman do que Rodrigo Amarante. Chega uma hora na vida que as prioridades começam a gritar mais alto… hehe
MAC,
pequena introdução: Te acompanho aqui desde sua viagem do ano passado.
Estou agora em Londres após ter passado a semana passada em Chicago para o Lollapalooza. Vi o Killers lá fechando a noite final (domingo) e concordo um pouco com o camentário do Lucio: KIllers: musicas boas com show chato. Parcialmente pq acho o show meio mal tocado, mas a seleçao de hits é interminavel e o visual é muito bonito.
Agora em Londres tem U2 no sabado e finalizo com o Pukeppop na Bélgica (que tem o FNM na primeira noite).
Concordo com voce em relação a preços, organização, etc, etc. Mas é duro deixar de ir quando esses caras aparecem pelo nosso distante Brasil.
Abs,
Guilherme
A Aimee Mann vem???
Eu vi ontem o Beirut em Colonia e foi sensacional.
O show começa empolgante, depois cansa um pouco porque as musicas são muito parecidas, mas ….. leia abaixo.
O show foi na Filamornica de Colonia. Lugar magnifico na beira do Reno. ingresso a 18 euros.
Num momento do show o Zach Condon diz : I’m nervous, You are so Polite.
Entao um cara grita:
- Podemos subir no stage ?
- Zack: Ja deviam estar aqui.
Entao o stage ficou lotado de gente dançando e o show foi assim até o final, e teve 2 BIS. E virou festa com a própria banda não acreditando.
Sensacional.
já tô de ingresso comprado pro beirut, apesar de tb não ter gostado dos lançamentos desse ano. e uma pena, realmente lamentável, a aimee mann não tocar no brasilis…
fnm e lirou djói? passo…
Marcelo, não esquece dos shows do pai (Chuck) e do tio (Jerry)do rock! O preço da primeira fileira do shows deles é igual ou menor ao preço da “PISTA VIP” do Killers.
Onde você viu o Slayer, Mac ? …sou louco pra ver, não pude ainda. Pode dizer mais ou menos como foi ?
Guilherme, bom resumo!
Gabriel, só Argentina e Chile.
Carlos, que foda, hein!
Xará, é nóis no Beirut!
Rafael, muito bem lembrado.
Weber, vi no Werchter do ano passado. Monstruoso é pouco. “Angel of Death” foi uma cacetada.
Marcelo,
estive pensando sobre este assunto. Acho extremamente caro os ingressos para shows estrangeiros no país. No entanto, mesmo os shows nacionais também são bem caros.
A exceção são locais como Sesc que já vi bandas como Pato Fu, Rappa, Los Hermanos - sem discutir a qualidade - por preços que hoje seria quase pegar um ônibus e metrô em São Paulo. Veja só, se fosse transportar bandas como Céu, Vanguart, Cérebro Eletrônico ou Mariana Aydar para o exterior, hoje pagaríamos por volta de 80 reais, por baixo. No entanto no sesc será cobrado 12 reais com dois shows por noite. Falo somente do valor integral do ingresso.
Esta questão mal resolvida das carteiras de estudante e meia entrada influencia, mas não sei até quanto nos preços estratosféricos. Lembrei há pouco a brincadeira que propus quando informaram o preço dos ingressos do Radiohead que seria uma fortuna, se vendéssemos todos os ingressos ao preço da meia entrada.
Claro, há diversas bandas que são vendidas ao país sem a devida contextualização e bem poucas seriam dignas de metade do valor que pedem no ingresso. Penso que faltam casas de médio porte, pois a grande parte destas bandas alternativas são no máxima médias, em quantidade de público. Além disto, há também o efeito manada que qualquer show se torna uma obrigação de ser visto.
No final, hoje, eu penso algumas vezes se vale a pena ir ver um show mediano com valor alto, ou num local inapropriado para shows. Começo a achar que a idade influencia mesmo…rs.
abraço
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