Sinal dos tempos
Como descobrir que o rock está vivendo uma fase tremendamente ruim? Simples. É só ouvir “Have You Seen Your Mother, Baby, Standing in the Shadow?”, dos Stones, para perceber que um single de 1966 que fracassou miseravelmente nas paradas naquele ano (após sete singles de sucesso dos Stones, seis deles número 1) é melhor do que 99% das coisas que foram despejadas nas prateleiras de rock nos últimos… cinco anos? É. Isso.






















12 comentários
se a gente pegar as três caixinhas com os singles dos stones, então, ai é sacanagem…
Não tá pegando pesado, Mac?
Rodrigo, ai é covardia!
Zavie, o Amaury (sorry, apaguei seu comentário sem querer na hora de aprovar) tinha comentado dizendo que era nostalgia, e eu sou o último cara que pode ser acusado de nostalgia (hehe). Se apagarmos do calendário pop os últimos cinco anos, que discos fundamentais vamos perder? Agora, apaga o ano de 1967 da música pop. Já o cenário nacional está fértil pacas, coisas muito fodas estão sendo lançadas. Então, não estou pegando pesado não, só fazendo uma constatação.Basta ouvir “Have You Seen Your Mother, Baby, Standing in the Shadow?” e perceber. (hehe)
Pô Mac, que isso! E o cd novo dos Titãs???? E toda obra do Bonadio????? Fundamental!!!!Sensacional!!!! Rsssss
Brincadeiras a parte, sou mais tranquilo em realação a isso. Eu quero apenas ouvir um disco e gostar, não precisa ele ser o NEVERMIND. Essa coisa de disco fundamental é meio exagero na minha opinião. Acho, por exemplo, que o Fleet Fox é bom, gostei do disco, mas esse papo salvação da música é sempre exagerado. (Por favor,não apaga meu comment dessa vez não! rsssssss) Abraços
Hahaha, imagina. Uma vez o grande Forastieri escreveu uma coisa (na resenha do Nevermind que saiu an Bizz na época) que explica muito esse meu sentimento:
“OK, segunda questão - e aí é papo de jornalista, de gente que está tentando entender o que se passa no universo adjacente e não se limita a curtir as coisas (não que só curtir seja limitante, mas compreender é o nosso emprego e a nossa obsessão - ou pelo menos deveria ser).”.
É exatamente isso! Às vezes me arrependo de ter começado a escrever sobre música, sabe. É sério. Não consigo os discos com um distanciamento. Sky Blue Sky, do Wilco, é lindo, mas não diz nada sobre o mundo, sabe. Acho que escrevi isso sobre ele na resenha, mas, bem, é isso. hahaha
Mac, uma curiosidade. Eu conheci o Violins através do seu texto sobre o Tribunal Surdo. Mas você não escreveu nada (ou pelo menos eu não li) a respeito do Redenção dos Corpos, que eu achei um belo disco. O que voce achou?
E em termos nacionais, vc não acha o Tribunal um disco definitivo?
Eu simplesmene voltei a ouvir múica cantada em português por causa dele! Abrçs
Cara, eu lembro que o Forastieri esculachava o Guns n’ Roses na Bizz, e eu na época era fã e fica revoltado! Tinha um grupo de amigos que queria pega-lo de pancadas na rua por causa disso. rs
Amaury, sabe que eu não gosto muito dos discos do Violins que são lentos. Estranhamente, a música que mais ouvi deles na Last Fm é Genio Incompreendido, que eu adoro e é uma balada.
Ué, não entendi, seu texto falava bem do Tribunal!
Sim, pois tanto o Tribunal quanto o Infiéis são discos barulhentos, de guitarras, sujos, e o Aurora Prisma e esse último são mais lentos, baladeiros. E eu não consigo gostar deles assim.
disse tudo…
Ah tá, perdão, interpretei errado o que vc escreveu.
Concordo que o redenção é um disco lento, mas acho bom mesmo assim. Tem umas letras ali sensacionais.
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