Blog do Editor do Scream & Yell
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Um dia de folga na vida

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Acordei as 8h e pouco da manhã hoje. Depois de um plantão de feriado de quatro dias, nada como ficar em casa sozinho. Lili saiu para trabalhar e eu vim para o computador escrever, editar algumas coisas e pesquisar dados para a viagem de julho. Às 12h30, após ter publicado uma 500 Toques com The Who, Llyod Cole e Pearl Jam (o link está ai do lado no feed do Scream & Yell 2.0), decidi beber uma Primator para escrever sobre ela. E ela não foi só o meu almoço. Foi o café da manhã também, a minha primeira refeição do dia.

Costumo fazer isso sempre. Não beber (ok, isso também), mas esquecer de comer quando estou fazendo algo de que gosto. Imagina que a cerveja de 7.5% de grau alcoólico subiu que era uma beleza. Assisti um trechinho de “Stardust Memories”, do Woody Allen, e sai para caminhar, almocei numa churrascaria de terceira da rua 24 de Maio (e a alcatra estava mó boa), passei na Velvet CDs (sabia que o primeiro do Beirut vai ser lançado no Brasil?) para dar um abraço no amigo André, e voltei pra casa pra dormir.

A idéia inicial para o dia era pegar uma sessão dupla da Mostra de Melhores do Ano do Sesc, mas acabei cabulando o primeiro (”O Mistério do Samba”) para um cochilo. Antes dele, amigos me avisaram que os convites para o show do Heavy Trash (o projeto do Jon Spencer) haviam esgotado e que não haveria lista de desconto na porta do Studio SP. O bom de morar do lado das baladas é que você coloca uma bermuda, um chinelo e uma camiseta qualquer nota e vai lá averiguar. Eram 450 ingressos numerados. Comprei o 449 (e ainda liguei para três amigos para ver se eles queriam o 450. Ninguém quis).

Voltei pra casa feliz com o ingresso na mão e nem deu tempo de tirar um cochilo. O chapa Carlos Freitas atendeu meu pedido de socorro e veio me dar umas dicas para eu arrumar um problema recorrente do lay-out do Scream & Yell 2.0, e quando vi já estava na hora do segundo filme do dia. Sai correndo, literalmente. Subi a Augusta a 30 por hora (se o Ronalducho corre 46, eu acho que garanto 30) e cheguei na sessão em tempo de tomar um café e pegar uma quiche de bacon.

O filme era uma bobagem… francesa. Chama-se “Uma Garota Dividida em Dois”, e é do respeitado Claude Chabrol. A protagonista nem era tão gatinha assim para uma francesa é uma graça* (Ludivine Sagnier), e a história é tudo aquilo que a gente já viu tanto: ela se apaixona por um escritor quarentão, mas um moleque rico e mimado está no pé dela, e ela nem ai com ele. O escritor dá um pé na bunda dela, para o bem dela (claro), e ela - numa atitude tipicamente feminina e francesa - decide casar com o primeiro que aparece. Quem, quem, quem? Uma bala Juquinha para quem disse o moleque rico e mimado.

Não é difícil descobrir o que acontece adiante, certo? Lembre-se: é um filme francês. Ela se casa com o riquinho, ele fica com ciúmes do passado dela com o escritor, e decide dar cabo ao oponente no meio de uma festa de caridade da mãe. Dois tiros, babau. A mãe, canastrona, pede que a nora - que ela odeia - testemunhe a favor do filho contando as atrocidades que o escritor havia feito com ela, que na verdade foi introduzi-la numa suruba de granfinos. Lembre-se: é um filme francês. O testemunho da moça serve como atenuante no caso, e o rapaz que matou um escritor famoso pega só sete anos de cana.

O dramalhão não acabou, afinal estamos em um filme francês, certo. Ela vai visita-lo no xilindró, e ele não quer saber mais dela. Ela vai visitar a sogra, que a avisa que no dia seguinte ela receberá uma carta com o pedido de divórcio do filho, e ela sairá do casório como entrou: sem um euro furado. Ela sai batendo o pé dizendo que vai ficar com o carro conversível, pois precisa dele, encontra o tio, que até então não tinha desvendado sua profissão na trama, e o filme acaba com o mesmo serrando a sobrinha ao meio em uma apresentação em um circo. Ah, a menina era apresentora de TV. Esses franceses, viu.

Fui tomar uma Guiness com uma amiga depois da sessão e cá estou, de volta pro meu aconchego, por alguns minutos. Já havia fila na porta do Studio SP, mas eu juro que preciso dormir alguns minutos. E vou beber água a noite toda. Ok, duas Stellas e não falamos mais nisso. Não sei o que vim fazer aqui nesse post. Eu queria dizer que preciso achar um lugar pra Viena no final da viagem, que o chapa Giancarlo Ruffato disponibilizou a primeira música de seu novo EP “Machismo” no My Space (ela se chama “Oquei” e você pode baixar aqui - aliás, o ótimo álbum dele, “14 Canções”, está com link rapidshare no blog dele. Baixe aqui, ouça e depois me agradeça) e… não sei mais o que.

Acho que ainda estou sobre efeito da Primator…

*Protestos nos comentários devidamente acatados (hehe)

Abril 22, 2009   6 Comments

Opinião do Consumidor: Primator 16% Exkluziv

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 Teste de Qualidade: Primator 16% Exkluziv
- Produto: cerveja lager
- Nacionalidade: República Tcheca
- Graduação alcoólica: 7,5%
- Nota: 3,6/5

Um dos cavalos de batalha da cervejaria Pivovar Náchod, na República Tcheca, a Primator 16% Exkluziv é uma cerveja de coloração dourada, espuma densa e aroma intenso num conjunto que destaca o inconfundível amargor no paladar e a intrigante doçura do malte Morávio, que lembra um pouco a mel. Eleita pelo concurso WBA 2008 a melhor cerveja Lager do mundo, a Primator 16% Exkluziv é conhecida em todo o mundo como uma Doppel Bock, e é um pouco mais escura que as tradicionais cervejas brasileiras.

Não se confunda com os 16% do nome, pois ele não tem relação com a graduação alcoólica da bebida. Essa numeração equivale ao extrato primitivo (ou original) do mosto de malte da cerveja cujos padrões brasileiros seguem a seguinte tabela: de 5 a 10,5% equivalem a uma cerveja leve; de 10,5 a 12,5% a uma cerveja comum; de 12%5 a 14% a uma cerveja extra; acima de 14% a uma cerveja forte. Ou seja: os 16% da Primator estão bem acima dos padrões.

O alto teor de extrato primitivo eleva o grau alcoólico, que neste caso alcança os 7,5%, um número nem um pouco baixo para o padrão nacional. E a Pivovar ainda tem uma versão 24% de extrato primitivo da Primator, escura e adocicada, cujo grau alcoólico bate os 10,5% (um dos mais altos da Europa). Porém, em termos de gosto de cerveja, a versão 12% é muito melhor com o malte e o lúpulo em seus devidos lugares. Ela é indicada para dias frios e também para acompanhar pratos de carne. Uma boa pedida para o inverno que está chegando. A garrafa de 500ml custa R$ 12 nas boas lojas. Vale. Duas delas equivalem a seis de outras. Confie.

Ps. Eu falei duas. Cuidado com a terceira. Cuidado.

Abril 22, 2009   9 Comments

Um curto retiro espiritual…

ao som de Spiritualized acústico no Coachella 2008. Já ouviu? Vá atras. Agora.

Nada de muito novo para contar. Tirei o feriadão para trabalhar (estive de plantão nos quatro dias), colocar algumas idéias em ordem e não pensar em nada. Nada. Acredito muito que precisamos nos desligar um pouco, senão a coisa toda degringola e o mundo passa a ser uma lugar inabitável. Bem, nada que o medley “Anything More / Ladies and Gentlemen” não acalente. Nesta quarta tem Jon Spencer disfarçado de Heavy Trash no Studio SP. Lembra que eu perdi esse show no Benicassim do ano passado? Dessa vez não vou perder…

Acho que nunca fiquei tanto tempo sem postar aqui…

Abril 22, 2009   1 Comment