Blog do Editor do Scream & Yell
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A moderna música brasileira, parte 2

O amigo Rodney Brocanelli postou no blog Radio Base (leia aqui) aquela história que contei da Nova Brasil FM e choveram comentários contra e a favor. Alguns:

“Os nobres colegas paulistas reclamam demais. Todos esses sons são excelentes. Além do mais, sons realmente modernos como esses serão sempre modernos hoje, daqui a 100 anos, eternamente, enfim. Mas há quem prefira a “Nossa Rádio FM” no Rio do que a Nova Brasil. Aff”

“O que deixa a Nova Brasil horrível é quando eles tocam Ivete Sangalo.Agora Kid Abelha,Paralamas e Léo Jaime são músicas de qualidade!”

“Concordo com o Rafael. Infelizmente, e por culpa do próprio repertório dos artistas, não dá pra colocar todo mundo no conceito de música brasileira de qualidade. Agora, já disse aqui uma vez que o problema da Nova Brasil é não tocar as versões originais de muitas músicas. “Roda Viva” por exemplo, é tocada numa versão ao vivo com o Chico Buarque que não tem a mesma força da original com a belíssima contribuição do MPB4. Tá, eu sei que existe diferença entre os conceitos da Nova, da USP ou da Cultura, mas a diferença dos playlists também é absurda e poderia ser mais abrangente nos 89,7.”

“Na boa… independente da qualidade ou não dos artistas, com uma sequência dessa de ‘velharias’ que foi citada, o slogan da rádio está totalmente errado.”

“Só tem uma solução> É tirar aquela porcaria de Nova Brasil FM no ar. Muuuuito ruim. Não dá, pessoal. O playlist é fraquíssimo. A “plástica”, o formato, as vinhetas saõ de uma má vontade que dói os ouvidos. Parece que quem trabalha lá, não gosta de rádio. Creio que eles não tem tesão no que fazem. Parecem desmotivados. Fazem uma rádio xôxa, burocrática, sem sal.”  (outros comentários aqui)

Gostei do “bate-boca”, muito embora pouca gente tenha entendido que é impossível ter um cenário vivo e pulsante se você não o renova. Se na hora em que você pode selecionar artistas novos ou mesmo músicas novas de medalhões, se opta por canções de 20, 30 anos atrás. Como o público que ouve FM vai conhecer novos Chicos, Caetanos e Paralamas se não há espaço. Chico e Caetano surgiram para o país em festivais de TV. O Paralamas (e Kid Abelha e boa parte do rock nacional) apareceu primeiramente em FMs descoladas (como a Fluminense).  Não há problema algum em tocar “Me Liga” e “Os Outros” em uma programação de rádio, desde que haja um bom espaço para coisas novas, músicas que estejam saindo do forno agora. Ao invés de tocar “Me Liga” pq não tocar “Mormaço”, a grande canção do último disco deles? Será que é por desconhecimento, medo de arriscar ou falta de jabá?

3 comentários

1 Samuel { 04.17.09 at 1:10 pm }

Caramba, essa última frase do Mac eu repito desde que comecei a ouvir e entender música. Pq tocam tanto uma música de uma banda sendo que ela tem uma vasta e rica discografia?

2 Victor Rocha { 04.17.09 at 3:48 pm }

Acho que é por desconhecimento, por medo de arriscar e por falta de jabá, tudo junto, he he he… A programação da Nova Brasil é assustadora, cafona, retrógadora, conservadora, ousadia zero. Desprezam, como no caso do Paralamas citado pelo Mac, as músicas boas dos novos discos dos artistas e tocam as antigas e já mais que batidas. Sem solução… Brasília tem uma ótima rádio que é a Câmara FM, onde se pode ouvir LCD Soundsystem, Radiohead, Portishead, Rômulo Fróes, etc… Assim dá pra fugir da tenebrosa Nova Brasil, argh!!!

3 gilvas { 04.24.09 at 2:01 pm }

começo a pensar que bandas-de-uma-música são culpa das rádios, e não da temperamental conjunção entre artista e ouvinte.

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