Blog do Editor do Scream & Yell
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Posts from — Fevereiro 2009

Realização de uma metáfora

“Todas as palavras boas estão pálidas de exaustão”

(…)

“A ironia devora as palavras”

Victor Shklovsky

Fevereiro 28, 2009   No Comments

Eu perdi as palavras…

…e não sei se estou com vontade de encontra-las neste momento.

Sei lá, tô por aqui… e achei que devia uma explicação. Bobagens. :)

Fevereiro 28, 2009   No Comments

Bicicletada de Fevereiro

Fevereiro 25, 2009   No Comments

Resumindo o Oscar em poucas palavras

Por Ana Maria Bahiana:

“A vitória de Quem Quer Ser um Milionário? é linda e significativa de tantos modos diferentes…. É a vitória do risco e da paixão num momento em que a indústria, em pânico, está querendo ir só no é ‘certo’ (blockbusters, fórmulas, clichês, sequels); é um exemplo de filme de baixo orçamento e primeira categoria, feito através de continentes e culturas. E, finalmente, numa noite de estrelas caras, mimadas e temperamentais, é um filme sem estrelas….”

Ps. Valeu, mestre Carlos Impop Freitas. :)

Fevereiro 25, 2009   No Comments

“O carnaval, o carnaval, o carnaval…

…vai passar”

E passou.

\o/

Fevereiro 25, 2009   No Comments

“Millionaire” 8 x 3 “Benjamin Button”

Apesar do meu mau-humor recente com discos e filmes de qualidade duvidosa (sacumé, quando a gente começa a envelhecer, fica mais exigente e menos paciente), não posso reclamar da premiação do Oscar deste ano. Ok, a safra foi fraquíssima. “Quem Quer Ser um Milionário?” perde feio para “Sangue Negro” e “Onde os Fracos Não Tem Vez”, os dois cavalos de batalha do ano passado, mas antes ele sair da noite carregado de estatuetas douradas do que “Benjamin Button”, que tem que se dar por feliz por existirem categorias técnicas. No fim das contas, o placar foi largo para “Millionaire”, que fechou a noite com 8 prêmios contra 3 de “Benjamin Button” e 2 para “Milk” e “Batman”.

Fiquei bastante feliz pelo reconhecimento de Penelope Cruz. Dá dó de Scarlett Johansson quando ela entra em cena em “Vicky Cristina Barcelona”. Um arraso. Anthony Dod Mantle, diretor de fotografia de “Millionaire”, podia dar um pedacinho da estatueta para o César Charlone. E eu realmente torci pelo Mickey Rourke subir para receber a estatueta de melhor ator vestido de terno e calça brancas, mas Sean Penn está excelente em “Milk”. Já a Kate Winslet… bem, ela está muito melhor em “Foi Apenas um Sonho” (assim como em “Pecados Íntimos”), mas tudo bem, levou por tabela (e por um filme menor).

Agora é torcer para que 2009 melhore o nível…

FILME - “Quem quer ser um milionário?”
ATOR - Sean Penn (”Milk - A Voz da Igualdade”)
ATRIZ - Kate Winslet (”O Leitor”)
DIRETOR - Danny Boyle (”Quem quer ser um milionário?”)
ATOR COADJUVANTE - Heath Ledger (”Batman”)
ATRIZ COADJUVANTE - Penelope Cruz (”Vicky Cristina Barcelona”)
FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA - “Departures” (Japão)
ROTEIRO ORIGINAL - “Milk - A Voz da Igualdade”
ROTEIRO ADAPTADO - “Quem quer ser um milionário?”
LONGA DE ANIMAÇÃO - “WALL-E”
CURTA DE ANIMAÇÃO - “La Maison en Petits Cubes”
DIREÇÃO DE ARTE - “O Curioso Caso de Benjamin Button”
FIGURINO - “A Duquesa”
MAQUIAGEM - “O Curioso Caso de Benjamin Button”
FOTOGRAFIA - “Quem quer ser um milionário?”
CURTA-METRAGEM - “Spielzeugland”
DOCUMENTÁRIO - “O Equilibrista”
DOCUMENTÁRIO DE CURTA-METRAGEM - “Smile Pinki”
EFEITOS ESPECIAIS - “O Curioso Caso de Benjamin Button”
EDIÇÃO DE SOM - “Batman - O Cavaleiro das Trevas”
MIXAGEM DE SOM - “Quem quer ser um milionário?”
EDIÇÃO - “Quem quer ser um milionário?”
TRILHA SONORA - “Quem quer ser um milionário?”
CANÇÃO - “Quem quer ser um milionário?”

Leia mais:
- “Quem Quer Ser Um Milionário?”, por Marcelo Costa (aqui)
- “Vicky Cristina Barcelona”, por Marcelo Costa (aqui)
- “O Leitor”, por Marcelo Costa (aqui)

Fevereiro 23, 2009   4 Comments

Quem Quer Ser um Milionário?

Um policial mal encarado dá uma longa baforada na cara de Jamal Malik. O rapaz havia participado na noite anterior do game show televisivo “Quem Quer Ser Um Milionário?” (equivalente ao Show do Milhão apresentado por Silvio Santos), e saiu da TV direto para uma delegacia acusado de ter trapaceado nas respostas. Jamal havia chegado até a penúltima pergunta, cujo prêmio somava 10 milhões de rúpias (cerca de R$ 1,9 milhões), e ainda tem – se conseguir provar que é inocente – a pergunta final no valor de 20 milhões de rúpias.

O que intriga a polícia e o apresentador de “Quem Quer Ser Um Milionário?” é o fato de que professores, médicos, advogados e outros concorrentes nunca passaram das 16 mil rúpias, e Malik, um jovem que nasceu e viveu boa parte de sua vida em uma favela (e que atualmente ganha a vida servindo chá em um companhia de callcenter) não só os ultrapassou com larga vantagem como também está perto de alcançar o prêmio máximo do programa. São quatro alternativas em questão: A) Ele trapaceou; B) Ele tem sorte; C) Ele é um gênio; D) Está escrito.

Desde que começou a bater asas ao estrelado, “Quem Quer Ser Um Milionário?” faturou sete Baftas (o Oscar inglês), quatro Globos de Ouro e recebeu dez indicações ao Oscar. Vem causando comoção por onde passa, atraindo duras críticas e fervorosos elogios – quase sempre na mesma proporção. É uma produção EUA/Inglaterra, com um diretor inglês, mas filmada na Índia, com atores e roteiro indiano e, grande detalhe para o cinema brasileiro: vem sendo constantemente comparado a “Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles. “Quem Quer Ser Um Milionário?” é tudo isso que dizem?

O diretor Danny Boyle começou a carreira muito bem quinze anos atrás. Ele pegou as melhores idéias que Tarantino havia apresentado ao mundo em “Cães de Aluguel” e “Pulp Fiction” e as transformou em duas pequenas obras-primas do cinema indie britânico da década de 90: “Cova Rasa” e “Trainspotting”. Depois, derrapou com uma produção mediana (”Por Uma Vida Menos Ordinária”, “A Praia”, “Extermínio”) até despencar ladeira abaixo com “Caiu do Céu” e “Sunshine”. Em “Quem Quer Ser Um Milionário?”, porém, o Danny Boyle inteligente do começo de carreira está de volta.

Apesar do diretor britânico, irritado, dizer à reportagem da Folha de São Paulo que detesta “Cidade de Deus” (em outras reportagens, porém, o próprio se derrama em elogios ao filme de Meirelles), fica parecendo que, assim como fez com Tarantino no início de carreira, Boyle apropria-se de uma nova linguagem e dá um passo à frente criando algo instigante. Cores, edição, enquadramento e mesmo passagens aproximam “Slumdog Millionare” de “Cidade de Deus”, mas não dá para dizer que Danny Boyle (e o diretor de fotografia Anthony Dod Mantle, amigo de César Charlone, fotógrafo de “Cidade de Deus”) copiam o brasileiro. È mais uma apropriação que cria algo novo.

Tudo bem que o novo em “Quem Quer Ser Um Milionário?” não seja assim tão novo para os brasileiros: a miséria de Mumbai, cuja metade dos 17 milhões de habitantes de vive nas ruas ou em favelas sem saneamento básico, não é nenhuma novidade para quem habita debaixo da linha do Equador, mas Danny Boyle utiliza-se de tudo que cerca esse ambiente para criar um excelente conto de fadas moderno juntando elementos de humor, fantasia, emoção e até violência que, em perfeita sintonia, apresentam uma história que prende o espectador até o último segundo da trama.

Interessante observar que o dinheiro volta a ser tema forte de um filme de Boyle. Em “Cova Rasa”, o dinheiro corrompe a amizade. Em “Trainspotting”, acontece quase o mesmo, se der para dizer que drogados têm amigos de verdade. Em “Caiu do Céu”, no entanto, Boyle situa a trama naquela fase da vida em que a pessoa não sabe realmente o valor das coisas, cuja inocência é a marca da personalidade, defendendo que para uma criança, ainda não influenciada pelos males do mundo, dinheiro é apenas papel. Em “Slumdog Millionare”, dinheiro - mesmo uma fortuna - fica em segundo plano: o que importa de verdade é o amor.

“Quem Quer Ser Um Milionário?” e “O Curioso Caso de Benjamin Button”, os dois grandes favoritos ao Oscar de Melhor Filme deste ano, mostram dois modos diferentes de fazer cinema, embora ambos tenham residência nos contos de fada. “Benjamin Button” tem um argumento genial (escrito por F. Scott Fitzgerald em 1921) que foi adaptado com um roupagem conformista (que atinge, principalmente, roteiro e fotografia). “Millionare”, ao contrário, tem um argumento batido (inspirado em um romance indiano) que foi adaptado com uma roupagem criativa que abusa das cores, da câmera frenética e de um roteiro extremamente ágil.

Os dois filmes, ainda, guardam semelhanças no modo em que derivam de outras películas. Enquanto “Button” repete cenas e opções de roteiro, mas pouca acrescenta ao filme que o originou, “Forrest Gump”, soando inferior, “Millionare” está em pé de igualdade com “Cidade de Deus”. Apesar de focar na genealogia do crime organizado, o brasileiro também tem seu q de conta de fadas (Buscapé sai da favela para virar fotógrafo de um grande jornal), porém “Slumdog Millionare” eleva isso ao mundo da fantasia com melhor qualidade final de cinematografia e muita personalidade de direção. Danny Boyle pariu o segundo filme definitivo de sua carreira. Se vai ser premiado por isso, não importa. Já basta ter feito grande arte.

“Quem Quer Ser Um Milionário?”, Danny Boyle – Cotação: 4/5

Arte: Folha de São Paulo (aqui)

Leia também:
- “Caiu do Céu”, de Danny Boyle, por Marcelo Costa (aqui)

Fevereiro 21, 2009   No Comments

Carnaval, carnaval, carnaval

Já entrei no clima: estou de camisa florida e bermudão na redação às duas da tarde de quinta-feira, pois a cobertura do iG começa hoje, e a capa já entra em horário especial. Faz um solarão lá fora e sei que passarei a próxima semana alternando com a equipe horários na capa (madrugada, inclusive), mas tudo bem, o bom humor surge de algum lugar que eu não sei explicar e a gente não pergunta: apenas sorri.

Como segue a tradição deste espaço - já faz uns cinco anos - nesta data criada para “homenagear o esculacho”, dois textos indispensáveis para entrar (ou não) no clima de folia. E bom carnaval. Domingo deve ter churrasco gaúcho (feito por uma paulista) e pode ter certeza que passo aqui no interim, mas fica a dica: beba com moderação, mas beba. \o/

- “Curta o Carnaval que esse pode ser o seu último verão”
André Forastieri

“Acredite se quiser: eu já adorei carnaval. Adorava mesmo. De detonar sexta à noite, dormir duas horas, acordar, encher a cara de novo e sair vestido de mulher – coisa de caipira. Eu ia atrás do trio elétrico. Claro que a primeira vez que vi um trio elétrico de verdade, no interior da Bahia, cai para trás. Perto da moçada de lá, meu pique de festeiro era de um amadorismo acachapante. Os baianos pulavam a tarde inteira atrás dos trios, jantavam um caldo de mocotó e depois pulavam nos clubes até o sol nascer…” - continuo lendo aqui

E outro:

- Blog do Gringo no Samba, por Matthew Exell da BBC

“Minha primeira experiência em um bloco foi no Carmelitas, em Santa Teresa, na sexta-feira antes do carnaval. Eu me sentia como um virgem: animado, mas um pouco nervoso. “E se eu me perder na multidão?”, pensava. Um gringo solteiro no Rio de Janeiro? Os perigos parecem óbvios. Não que essa seja minha condição, mas é melhor ficar previnido. Felizmente meus novos amigos brasileiros se ofereceram para prender uma etiqueta em meu pescoco – “por favor, devolvam este gringo idiota para…”.

Antes do bloco, no entanto, tem uma coisa que eles chamam “concentração”. Nao sei se tenho paciência para isso. Eu sei que carnaval é coisa séria para as pessoas daqui, mas de onde eu venho não é preciso se concentrar muito para aproveitar uma festa! Talvez eu pule essa parte, dê uma deitada, tome um banho um pouco mais longo. Estou aqui para a festa, nao para alguma reunião chata antes de a festa começar…

Pouco sabia eu. Como poderia? Mas eu aprendo rápido…

A casa da concentração fica no alto de uma ladeira. Para chegar é fácil e eu, desavisadamente, não prestei muita atenção nos traiçoeiros degraus. A vista é da Baía da Guanabara, dá para ver os aviões pousando no aeroporto Santos Dummont. E, segundo me disseram, para chegar ao bloco, basta descer a ladeira. É fácil.

Depois da terceira caipirinha, começo a rir sozinho. Afinal de contas, a concentração é divertida, penso eu. Já na sexta caipirinha começo a achar que a concentração é a melhor idéia que já encontrei no Brasil. Todo mundo balança a cabeça, aquiescendo. Eles já sabiam disso. Mas isso não impede que eu tente convencê-los da minha mais nova conclusão.” - Leia todas as colunas aqui

Fevereiro 19, 2009   No Comments

Piada e 500 Toques

“No Line On The Horizon”, o novo álbum do U2, é uma pegadinha, né? É disparado a pior coisa que eles já fizeram, não pode ser à sério. Mesmo.

*******

Bruce Springsteen,. Brian Wilson e Paul Weller na 500 Toques (aqui)

Fevereiro 19, 2009   7 Comments

O Lutador

Antes de qualquer coisa: o wrestling profissional (conhecido no Brasil como luta livre) é um esporte em que tudo o que se desenvolve durante as lutas é pré-determinado pelos lutadores nos camarins. Há uma combinação entre os participantes dos golpes a serem usados, dos objetos que vão fazer parte da luta (cadeiras, escadas, martelos, grampeadores) e também do vencedor, que geralmente já tem o seu golpe de misericórdia. Ou seja: é quase uma encenação. Quase, pois os golpes (cadeiradas, paneladas e outros) são reais.

Bom, esse é um texto dirigido ás mulheres. Pois, “O Lutador” (”The Wrestler”) , longa que coloca a carreira do bom diretor Darren Aronofsky (”Pi”, “Requiem For a Dream”) no ringue novamente após o fiasco inenarrável de “A Fonte da Vida”, soa muito masculino, mas ok meninas, não percam o interesse pelo texto e nem pelo filme. Também não dá para dizer que a nova encarnação de Mickey Rourke vá conquistá-las como fazia em “9 ½ Semanas de Amor” ou “O Selvagem da Motocicleta” e, zuzu bem, nem Marisa Tomei desfilando nua seu corpinho quarentão enxuto vá causar suspiros femininos (só alguns). Esqueça tudo isso.

“O Lutador” se apodera de certo grupo social para mostrar a poesia marginal da vida dos losers, pessoas que achavam que tinham (e muitas vezes tiveram) o mundo em suas mãos, mas quando deram por si já estavam sozinhas tendo que acordar todos os dias em uma vida cujo corpo já mostra as marcas do tempo. Mickey Rourke (em atuação consagradora) é Randy “The Ram”, um lutador de luta livre cujo auge se deu 20 anos atrás. Marisa Tomei é Cassidy, uma stripper que continua na noite após os 40 anos e é chamada de mãe por garotões na balada. O tempo passou, eles ficaram.

Darren Aronofsky não inventa e filma com simplicidade um roteiro extremamente funcional. A história é aquilo mesmo: um lutador em fim de carreira que não se dá bem com a filha (Evan Rachel Wood ok) e é apaixonado por uma stripper, que tem um filho e que já gastou todas as fichas que tinha na tentativa de ser feliz. O encontro desses dois losers é o momento reluzente da película, porém, a vida quando quer complica, e é nessa hora de abandono que “O Lutador” se aproxima do filme mais deprimente (e não menos sensacional) da história recente do cinema mundial: “Despedida em Las Vegas”.

A atuação de Mickey Rourke é sensacional e redentora. Deve fazer pelo ator aquilo que “Pulp Fiction” fez por John Travolta. Sua atuação deixa um pouco a desejar em algumas partes dramáticas (principalmente nas cenas com a filha), que se fossem maiores poderiam comprometer o filme com pieguice, mas se consagra no restante da obra. Já acumula os cinturões do Globo de Ouro de Melhor Ator Dramático e do Bafta da Academia Britânica (o Oscar inglês) e está ali, na briga por um Oscar. Marisa Tomei corre (bonito) por fora e o filme ganhou o Leão de Ouro em Veneza, mesmo lugar em que Aronofsky ouviu uma dolorosa sessão de vaias para “A Fonte da Vida”, em 2006. Isso se chama volta por cima.

Porém, abusando da ironia e brincando com estereótipos, é bem provável que todos os homens já tenham se convencido que “O Lutador” merece ser visto nos dois primeiros parágrafos. Pancadaria e mulher pelada fazem o gosto dos machões (e também dos machinhos), mas há uma beleza tristonha escorrendo da tela em boa parte do filme que provavelmente só as mulheres, mais delicadas e espirituosas, talvez percebam. É um filme que investe na sobriedade e pode conquistar muitos incautos, sejam homens ou mulheres. As últimas, caso fiquem constrangidas, podem fechar os olhos nas cenas de (fake) violência. O que importa não são as feridas no corpo, mas as da alma.

Ps. A piada com o Nirvana é sensacional…

“O Lutador”, Darren Aronofsky – Cotação: 3/5

Fevereiro 18, 2009   2 Comments

Horóscopo de hoje

“Se você pretende mudar de casa, emprego, colégio, faculdade, ou mesmo mudar alguma coisa em você, corre e aproveite a excelente energia de renovação presente nos próximos dias. É no fazer cotidiano que se provocam mudanças”.

Hummm.

\o/

Fevereiro 17, 2009   7 Comments

Festival Rec-Beat em Recife e São Paulo

Para todos aqueles que acham carnaval um porre, o Rec-Beat, em Recife, vem sendo uma ótima alternativa. A boa nova dessa 14ª edição é que o festival estica a programação uma semana para baixar em São Paulo com alguns nomes reluzentes da escalação recifense – que destaca uma boa safra de bandas latinas. Em Recife, o evento acontece de 21 a 24 de fevereiro (sábado a terça de carnaval), no Cais da Alfândega (às margens do Rio Capibaribe). Em São Paulo, os shows acontecem na Choperia do Sesc Pompéia entre os dias 26 e 28 de fevereiro, a partir das 21h. Confira a programação:

21/02 - RECIFE
SÁBADO
20h - CATARINA DEE JAH (PE)
21h - CAMARONES ORQUESTRA GUITARRISTICA (RN)
22h - ORIGINAL HAMSTER (CHILE)
23h - DJ DOLORES E BANDA (PE)
24h - AFRIKA BAMBAATAA (EUA)

22/02 - RECIFE
DOMINGO
20h - RIVER RAID (PE)
21h - CLAY ROSS (EUA)
22h - VITOR ARAUJO TRIO (PE)
23h - WYSA (ANGOLA)
24h - EDDIE (PE)

23/02 - RECIFE
SEGUNDA
17h - RECBITINHO - DIXIE SQUARE BAND
20h - JOÃO DO MORRO (PE)
21h - NUAGES (EQUADOR)
22h - SKA MARIA PASTORA (PE)
23h - SILVIA MACHETE (RJ)
00h - DESORDEN PUBLICO (VENEZUELA)

24/02 - RECIFE
TERÇA
20h - BURRO MORTO (PB)
21h - JUNIO BARRETO (PE)
22h - GIOVANNA (URUGUAI)
23h - BOMBA ESTEREO (COLÔMBIA)
00h - CORDEL DO FOGO ENCANTADO (PE)

26/02 – SÃO PAULO
QUINTA
21h – JULIA SAYS (PE)
22h – DESORDEN PUBLICO (VENEZUELA)

27/02 – SÃO PAULO
SEXTA
21h – CATARINA DEE JAH (PE)
22h – BOMBA ESTEREO (COLÔMBIA)

28/02 – SÃO PAULO
SABADO
21h – DJ DOLORES E BANDA (PE)
22h – ORIGINAL HAMSTER (CHILE)

http://recbeat.uol.com.br/

Fevereiro 17, 2009   2 Comments

49 convidados apontam os melhores livros

“Listas  não são novidades. Quase todo caderno literário traz algo parecido de vez em quando. A escolha é sempre subjetiva. Afinal, não se trata de uma eleição. Mas sim, de uma indicação que envolve critérios emocionais na maioria das vezes. Diante desse dilema, e sabendo que termos como: mais importantes, indispensáveis ou imprescindíveis, podem ser avaliados de formas diferentes, tentamos nos centrar em uma pergunta que mais se aproximasse  “do gosto pessoal”. Afinal, um livro pode ter sido muito importante em nossa vida, mas não fazer parte da lista dos 10 melhores que lemos. Diante disso, fizemos a seguinte pergunta para 49 convidados: Quais os dez melhores livros que você leu?.  Entre os participantes da enquete, estão editores, jornalistas, escritores, professores, críticos literários e publicitários. No resultado geral, ganharam os clássicos. Na votação individual clássicos e catastróficos se misturam. Entretanto, todos, clássicos ou catastróficos, trazem um fato em comum: o poder de inspirar as pessoas.”

Carlos Willian Leite
Editor da Revista Bula

Veja o resultado da enquete e a lista de cada votante aqui

 Ps. Da lista que eu tinha mostrado caiu um, e entrou outro…

Fevereiro 16, 2009   No Comments

Um fim de semana dentro de casa

É lógico que estou exagerando. No sábado de manhã passei na Velvet para papear com o André, ver uns amigos e comprar uns CDs. Depois comi um pão com mortadela na esquina da Ipirnga com a São João, e voltei pra casa. Eu e Lili passamos boa parte da tarde assistindo ao box quádruplo do Rolling Stones, “The Biggest Band”, e só saímos mais à noite para um pulinho rápido ao Exquisito comer bolinho caipira, beber chopp escuro e sobremesear churros com sorvete.

O domingo acordou nublado. Levantei cedo para rever uns planos que ando tendo na minha cabeça que não para de pensar um minuto. Mudamos as plantas de lugar na sala, demos um pulo na feira assim que o tempo melhorou, e quando saiu um solzinho corajoso no fim da tarde, esticamos até o Minhocão para Lili andar mais uma vez de bike enquanto eu saboreava uma água de coco gelado. Voltamos pra casa antes da chuva, mas não é que eu gripei sem motivo. Ah, e eu tentei fazer omelete, e não rolou. :/

Uma semana agitada começa nessa segunda. Ainda nem dormi, mas já estou com uma preguiça danada de acordar. Uma das coisas legais da vida é que após um dia ruim há uma noite para se apagar e uma manhã para começar de novo. Então, lá vamos nós. Força sempre.

Fevereiro 15, 2009   5 Comments

O Casamento de Rachel

“O Casamento de Rachel”, de Jonathan Deme – Cotação 2/5

Rachel vai se casar, e adivinha quem vem para a festa: uma ex-viciada que passou noves meses numa clinica de rehab e que geneticamente é apontada como sua irmã, Kym. O casamento pode ser de Rachel, mas as atenções estão todas voltadas para a irmã caçula, que retorna a casa em um momento de confusão extrema (festas de casamento são, na maioria das vezes, uma bagunça – quase – organizada), pouco silêncio e muita sociabilidade.

Kym (Anne Hathaway em grande atuação), a ovelha negra, é o centro das atenções em todos os cômodos da casa, mas esse é o dia de Rachel (a ótima Rosemarie DeWitt). O que se segue pelos 114 minutos do filme é uma grande lavagem de roupa suja que a roteirista estreante Jenny Lumet consegue desenvolver na medida certa distribuindo traumas familiares bastante reconhecíveis para muita gente (”Você sempre deu mais atenção a ela”, diz Rachel ao pai em certo momento).

O casamento fica em segundo plano em um primeiro momento. Kym está se sentido um peixe fora do próprio aquário, uma estrangeira dentro da própria casa, e tenta se readaptar a todo custo – para mostrar que está limpa e arrependida de tudo que fez. Toda família tem problemas, e o papel de Rachel – nessa data tão esperada e especial – é o de manter Kym na linha. O choque é algo natural e esperado, mas o cenário é completamente surreal (como grande parte das festas de casamento).

Rachel está se casando com Sidney (Tunde Adebimpe, vocalista do Tv On The Radio, que como ator é um ótimo cantor), e a união das duas famílias também é uma união de raças, credos e sons. Jazz, música irlandesa, funk, música indiana e até carnaval – com um pequeno núcleo de uma escola de samba – pontuam a looooooonga e surreal passagem da festa, momento em que Kym é finalmente deixada de lado e pode conviver com seus demônios bebendo taças de água tônica.

O diretor Jonathan Demme teve uma sacada genial para filmar: se o assunto é uma festa de casamento, que tal usar câmeras de mão como se todos fossem cinegrafistas amadores? A sacada tem um tom irônico e funciona no começo, mas enche a paciência – com suas dezenas de passagens tremidas e desfocadas – conforme a fita vai se desenrolando. Já experimentou ver uma fita de casamento filmada por amigos? Parece chato, não? A sensação causada pelo filme de Jonathan Demme é a mesma (tanto que o filme parece ter o dobro do tempo que tem).

O roteiro de Jenny Lumet é cuidadoso e apesar de não trazer nenhuma novidade, desnuda os personagens de forma convincente para mostrar que é sob pressão que podemos enxergar todas as cicatrizes de uma família. Por fim, Anne Hathaway, o grande nome do filme. Ela domina a tela e o público não tira os olhos dela. A jovem atriz consegue soar delicada e determinada em um papel que a Academia adora, mas está entre as cinco indicadas para cumprir tabela (e pegar experiência).

Tanto o Oscar quanto o Globo de Ouro só lembraram de Anne Hathaway em suas listas de indicações, e acertaram. “O Casamento de Rachel” soa um filme repleto de boas idéias que não foram desenvolvidas a contento. Vale pela boa atuação de Hathaway (e também de Rosemarie DeWitt, excelente como Rachel) e por um tocante momento musical em que, a capela, o noivo interpretado por Tunde Adebimpe canta “Unknowm Legend”, e o padre os abençoa em nome de Deus e de Neil Young. Para pedir nos shows do Tv on The Radio.

Fevereiro 15, 2009   1 Comment

Para se programar…

Calendário ABRAFIN 2009

Janeiro

Humaitá Pra Peixe (Rio de Janeiro- RJ): 02 a 31 de Janeiro

Fevereiro & Março

Recbeat (Recife- PE): 21 a 24 de Fevereiro
Psycho Carnival 2009 (Curitiba - PR): 19 a 23 de Fevereiro
Grito Rock América do Sul: 20 de Fevereiro a 10 de Março 2009

Abril

9° Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe (BH - MG): 09 a 11 de Abril
Abril Pro Rock (Recife - PE): 17 e 18 de Abril
6º Tendencies Rock Festival (Palmas – TO): 23 a 25 de Abril

Maio

SEMUS: (Cuiabá- MT): Maio
Festival Casarão (Porto Velho – RO): a definir
Eletronika  - Festival de Novas Tendências Musicais (Belo Horizonte – MG): 07 a 10 de Maio
Festival Bananada (Goiânia – GO): 22 a 24 de Maio

Junho

5º PMW Rock Festival (Palmas - TO): 10 e 13 de Junho
Porto Musical - Recife (PE)
 
Julho

BoomBahia : (Salvador – BA): 10, 11, 12 de Julho

Agosto

MADA (Natal – RN): Agosto
Porão do Rock (Brasília – DF): 14 e 15 de Agosto
Feira da Musica (Fortaleza - CE): 19 a 22 de Agosto
Festival Calango de Artes Integradas (Cuiabá – MT): 18 a 23 de Agosto
Festival Cururu Siriri (Cuiabá-MT): 28 a 30 de agosto de 2009

Setembro

Porto Musical (Recife - PE): Setembro
Goiaba Rock (Inhumas – GO): 05 e 06 de Setembro
MIMO – Mostra Internacional de Musica em Olinda (Olinda – PE): 06 a 12 de Setembro
Jambolada (Uberlândia – MG): 10 a 13 de Setembro
Vaca Amarela (Goiânia – GO): 11 e 12 de Setembro
Festival Varadouro (Rio Branco – AC): 25 a 27 de Setembro

Outubro

Forcaos (Fortaleza-CE): Primeira quinzena de Outubro
Demo Sul (Londrina – PR): 09, 16 , 17 de Outubro
5º Release Alternativo (Goiânia/GO) - 31/outubro

Novembro

53 HC (Belo Horizonte-MG): Novembro
Release Alternativo (Goiânia-GO): Novembro
GIG Rock (Porto Alegre – RS): 14 e 15 de Novembro
Mix Music (São Paulo – SP): 13 a 15 de Novembro
Ponto.CE (CE): 06 e 07 de Novembro
Festival DoSol (Natal – RN): 07, 08,11,12 e 13 de Novembro
Consciência Hip Hop (Cuiabá – MT): 13 a 15 de Novembro
Festival Mundo (João Pessoa-Paraíba): 16 e 17 de outubro
XV Goiânia Noise Festival (Goiânia – GO): 27 a 29 de Novembro
El Mapa de Todos (Brasília – DF): 22 e 22 de Novembro

Dezembro

Festival Evidente (Rio de Janeiro – RJ): 11 e 12 de Dezembro
Macondo Circus (Santa Maria – RS): 3, 4 e 5 de dezembro

Fevereiro 14, 2009   1 Comment

Dez livros

Um amigo pediu uma lista de meus dez livros preferidos de todos os tempos. Fiz a tremenda bobagem de passar batido pela estante ontem, o prazo de entrega é hoje, e fiz essa que segue abaixo - de memória. É claro que estou esquecendo algum muito importante, e que ainda não sei se vou de Baudelaire ou Kundera na décima posição (e que até o fim da tarde vou me lembrar de algum outro imperdível), mas essa é a pré-lista…

“O Lobo da Estepe”, Hermann Hesse
“O Macaco e a Essência”, Aldous Huxley
“Ciranda de Pedra”, Lygia Fagundes Telles
“O Tempo e o Vento”, Érico Verissimo
“Hamlet”, William Shakespeare
“Cartas a Um Jovem Poeta”, Rainer Maria Rilke
“O Casamento do Céu e do Inferno”, William Blake
“Retrato de Dorian Gray”, Oscar Wilde
“Achei Que Meu Pai Fosse Deus”, organizado por Paul Auster
“As Flores do Mal”, Charles Baudelaire

“A Insustentável Leveza do Ser”, Milan Kundera

Ps. Quando eu ler “Em Busca do Tempo Perdido”, do Proust, que só passei os olhos no primeiro volume quando tinha 19, 20 anos, com certeza um dos dez acima cai.

Fevereiro 13, 2009   3 Comments

Uma frase

“Pena não ser burro… Não sofria tanto…”

Raul Seixas

Fevereiro 13, 2009   No Comments

Paixões cinéfilas

Uma votação na Inglaterra elegeu Audrey Hepburn a atriz mais bonita da história do cinema (leia aqui). Bem, eu já tinha comentado minha paixão por ela tempos atrás, quando disse que entre ela e Deneuve, ficava com Audrey (aqui). Porém, é preciso colocar os pingos nos ís: Ingrid Bergman me desmonta com um sorriso, Jean Seberg (aqui) deu uma boa balançada na casa e a Irene Jacob… ahhhh, a Irene. Não tem pingos nos ís não. São elas.

Fevereiro 12, 2009   4 Comments

Esqueci

Era pra eu ter avisado, mas quem diz que eu lembrei: hoje (ou melhor, ontem, quinta-feira, já que passamos da meia-noite) tinha uns três minutos meus no programa Comentário Geral, da TV Brasil, falando sobre o “Bloco do Eu Sozinho” e carnaval… foi mal ae, mas liga não: nem eu mesmo vi! :/

Fevereiro 11, 2009   2 Comments