500 Toques: Frejat, Jota Quest e Skank

“Intimidade Para Estranhos”, Frejat (Warner)
Em seu terceiro álbum solo, o eterno Barão Vermelho decepciona. “Eu Não Quero Brigar” (do terrível verso “eu quero uma mulher normal do povo / não quero uma mulher global de novo / quero uma mulher que me ame no natal e no ano novo”), “Controle Remoto” (que abre falando em filosofia, cinema e poesia para cravar: “fazer um photoshop na realidade”) e as pueris “Eu Só Queria Entender” e “Dois Lados” soam constrangedoras. Em um disco desastroso se salva, com boa vontade, a faixa título. E olhe lá.
Nota: 1
Preço em média: R$ 32,90

“La Plata”, Jota Quest (Sony&BMG)
“Intelectuais do mundo pop” adorariam um tropeço, mas o sexto disco do Jota Quest mantém a vibe em alta. A ótima produção de Liminha valoriza a cozinha (baixo/bateria), ambienta o vocal de Flausino e deixa a guitarra de Marco Túlio com os detalhes. Porém, diferente dos discos anteriores, nenhuma canção gruda de cara, mas a mela-cueca (como diria o saudoso Tim) “Vem Andar Comigo”, o rap-samba-rock “Hot To Go”, “Ladeira”, boa parceria com Nelson Motta, e a faixa título devem tocar até cansar. Prepare-se.
Nota: 5
Preço em média: R$ 19,90

“Estandarte”, Skank (Sony&BMG)
Em seu oitavo álbum de inéditas, o Skank reata com o produtor Dudu Marote (que assinou os milionários “Calango” e “Samba Poconé”) e aposta em batidas e suingue, e menos guitarras. Ou seja: continua quase a mesma coisa. O primeiro single, “Ainda Gosto Dela”, (com backing de Negra Li e batida forte), faz bonito, assim como a calminha “Sutilmente” e as dançantes “Escravo” e “Pára-Raio”, mas “Estandarte” carece de unidade e soa um álbum menor na discografia dos mineiros. Produção ok, repertório fraco.
Nota: 5,5
Preço em média: R$ 21,90






















8 comentários
Hahahaha…
Ainda gosto dela é bonitinha…
com o disco do animal collective prestes a vazar nas próximas horas, chega a ser divertido ver que estes cidadãos ainda se dêem ao trabalho de fazer “música”!
na primeira audição, o disco do frejat parecia legal. na segunda musica já tava torcendo o nariz.
não cheguei na quinta canção.
ja o skank ganha pontos pela capa feita pelo vocalista do Los dianos.
Já estava com saudades do 500 toques, mas sempre que aparece um “500 toques mainstream”, dá uma tristeza… Na “época em que mais se produz música” ainda temos a pergunta do lobão rondando nossas cabeças: “o povo gosta de ouvir merda pq repete nas rádios ou repete nas rádios pq o povo gosta de ouvir merda?”. É até maldade falar tao pejorativamente do Skank e JQ (como bons mineiros, tem muitas qualidades — o primeiro mais que o segundo, contudo), mas com discos fracos e sucessos por vir, é impossível não se entristecer.
frejat é patético, assim como aquela bandinha em que ele “tocava”… impossível ser pior!!
Olha, Jota quest é muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito ruim, assim como Frejat. Já o Skank tem algumas músicas boas…. mas este álbum é bem chatinho.
O álbum do Skank foi uma pena. Eles estavam vindo de dois discos absolutos (ou “legais”).
Gostei dos novos da mineirada, tanto do JQ quanto do Skank. Agora bem triste o andar do carioca Frejat. O pior é que é um triste, ruim, chato, sem graça… Embaraçoso.
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