Blog do Editor do Scream & Yell
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500 Toques: Carla Bruni, Aimee Mann e Carole King

“Comme Si De Rien N’Était”, Carla Bruni (ST2)
Em questão de um ano, ela deixou de ser a modelo que namorou Jagger, Trump e Clapton para se transformar na 1ª dama da França. A exposição do “cargo” contagia uma audição isenta de um álbum cuja sedução melódica – chanson francesa dos 60 e pop blues contemporâneo – aliada a provocação de letras como “Tu Es Ma Came” (que compara o amor com cocaína) e “Je Suis une Enfant” (”Ainda sou uma criança, apesar dos 40 anos e meus 30 amantes”) encantam, mas se confundem com o noticiário. Fique com a música.
Preço em média: R$ 25
Nota: 8

- “No Promisses”, de Carla Bruni, por Marcelo Costa (aqui)

“@#%&*! Smilers”, Aimee Mann (Superego)
Aimee Mann é uma das melhores contadoras de histórias de amor da atualidade. Paul Thomas Anderson (que escreveu “Magnólia” ouvindo “Bachelor No. 2″) e Nick Hornby (que a incluiu em seu livro “31 canções”) também acham. Seu novo álbum, “Fucking Smilers”, é o mais pop de sua carreira recente e os deliciosos refrões pegajosos de “Phoenix” (em que a garota abandona seu amor), “Freeway” (sobre pessoas presas ao dinheiro) e “31 Today” (sobre a ansiedade de envelhecer) vão fazer você sonhar acordado (a).
Preço em média: R$ 45 (importado)
Nota: 9

- “The Forgotten Arm”, de Aimee Mann, por Marcelo Costa (aqui)
- “Magnólia”, de Paul Thomas Anderson, por Marcelo Costa (aqui)

“Tapestry Deluxe Edition”, Carole King (Sony/BMG)
Segundo disco de Carole King, “Tapestry” (1971) causou na música pop feminina impacto semelhante ao de “Never Mind The Bollocks” no rock. Aqui a cantora abre mão da técnica em favor da emoção – imperfeita, mas verdadeira – e o resultado é um álbum histórico que ficou no topo da Billboard por 15 semanas, e permaneceu seis anos no Top 100. Este belo relançamento traz um livreto que relembra as gravações e um disco bônus com onze faixas em versões intimistas piano-voz registradas ao vivo entre 1973 e 1976.
Preço em média: R$ 49
Nota: 10

6 comentários

1 giancarlo rufatto { 09.10.08 at 8:56 pm }

belo disco o da aimee mann, mas pra me pegar como forgotten arm pegou é dificil.
Sobre a carla bruni, tem um video dela tocando you got the silver que é de matar.

2 Ivanildo { 09.12.08 at 11:52 am }

Aleluia! Alguém lembrou que Carole King gravou essa obra-prima! Marcelo, o que você quis dizer com “a cantora abre mão da técnica em favor da emoção – imperfeita, mas verdadeira”? Viajei…

3 Mac { 09.12.08 at 12:44 pm }

Rufatto, a Carla Bruni é de matar…

Ivanildo, em “Tapestry”, a Carole King coloca a interpretação em primeiro plano sem se preocupar demasiadamente com a técnica. Ela canta o que ela está sentindo, e registra isso, quando anteriormente as grandes cantoras buscavam a melhor interpretação sem se preocupar tanto isso com a emoção, que é imperfeita (quando você se emociona é contagiado por sentimentos que deslocam sua atenção daquilo que está fazendo), mas extremamente bonita e verdadeira.

4 Caio { 09.12.08 at 6:08 pm }

Poxa Mac, você é o culpado de eu estar ouvindo esse disco da Carole King repetidamente desde ontem ao meio dia =/

Não que eu esteja reclamando =D

5 Léo { 09.16.08 at 4:17 pm }

È Mac, Aimee Mann é sempre bom aos ouvidos a mente e ao coração. Bem que o P.T. Anderson poderia fazer outra obra baseada nas canções dela né…imagina só…

6 Henrique { 09.18.08 at 6:55 pm }

O interessante nesse disco da Carole King é que eu acho a voz dela muito irritante, mas o disco é tão bom que eu acabo desencanando.

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